sábado, 18 de setembro de 2010

dia figurado

hoje o dia me vestiu de cinza
e eu sai sem perceber
as cores e os sons
jogados na minha frente
andei meio assim
sem o querer

agora já não sei
acho que eu que me vestí do dia
acho que ele nem pensou em mim
fui eu que me liguei
o vento frio combina com a minha aurea
o azul marinho me encapa
o vento agora combina
com todo o cenário
feito por mim e pelo dia
cinza de frio
azul de cor
frio de querer
calado de saber
e a música nem parou
pra olhar e se entreter

terça-feira, 7 de setembro de 2010

palavreada


adoro quando não importa
o porque escrevo
adoro quando a palavra sai torta
a desapego
adoro quando ela é ela
adoro quando sai natural
adoro quando rima com a falta da fonética
adoro quando não tem nenhuma forma
e ainda se torna poética


adoro a palavra escrita
e todos os sentidos descritos
adoro a leitura
o silêncio
o recito


adoro as palavras
distinguindo o nada
adoro a música
pedida pela palavra
que fala, fala
sem dizer nada 
só sente e incita
exprime e exala
em cada mente um sentido
em cada arte uma fala.

domingo, 8 de agosto de 2010

sincronia de pensamentos


silêncio
as palavras que ecoam em minha mente
procuram se discernir em um movimento
de nostalgia
a ausência de música
grita
em contrapartida
com o estouro que seria
uma só melodia
abater a minha apatia

as palavras não saem
ficam empoeiradas
a conversa não sai
fica na mente
preparada
sem saber se está certa
ou errada
lança a sua melodia
e quebra

o seguinte acompanhamento do nada

arte


nao me aborreço
quando escrevo
sofrer faz parte
escrever já é o meu recomeço

segunda-feira, 12 de julho de 2010

venda nos olhos


e de repente, é como se estivesse em uma corda, a manobras psíquicas de se equilibrar. já não reconheço o caminho, tendo que administrar as minhas quedas. me fazer respirar, para não exagerar nos sonhos. para não se entregar nos vícios de extremos que me proponho. é se diminuir crescendo. se tornar uma dimensão. estou andando, de olhos fechados, para que meu instinto possa me guiar. nada teria graça se fosse diferente disso. venda nos olhos.

equilíbrio
ou algo sinistro
semelhante a isto
de seguir sem apoiar
          retira                                o que sobra
tira de dentro
o que te afoga
para voltar a caminhar

quinta-feira, 17 de junho de 2010

ALERGIA


viver de lembranças é um mar de pura solidão. é dormir sem roupas no frio e acordar no meio da madrugada com desespero agudo em todas as partes do seu corpo.


muda
o tom
pra ver se eu mudo
junto com a musica

me anestesia
a mente
com alguma loucura envolvente
de alegria

me contagia
com alguma verdade
que assim possa ser
parcelada a irrealidades


pra ver se eu mudo com a cor
pra ver se a mistura me instiga
a sonhar outra vez

alergia
da vida
alergia

terça-feira, 8 de junho de 2010

ELO

olhos
abrindo
verde floresta
te estranho caminho
...
parece que disfarças
meu sonho
que sem sentido,
se ia seguido

desperta
da realidade imaginária
do universo paralelo
meu elo
está na iminente descoberta
se distinguindo
a se equilibrar
em puro ato esmero