domingo, 23 de janeiro de 2011
Serei-a
O vento passa
E me alisa a cara
Às vezes uma brisa
Às vezes um tapa
Às vezes eu caio com a emoção do vento
E na mania de buscar o vento em mim
Eu não me achei
Eu só fui
E hoje eu serei.
Mas que tolice é essa de encontrar o que se escapa
De procurar no que se sente
E não fala
De distinguir o abstrato
De iluminar o que é bonito sombreado?
De tanto querer criar o vento
Ventanias dentro de mim
As idéias não param de girar
A ventania parece não cessar
As imagens, lembranças
Os meus sonhos
Não param de me atirar
Pro abismo de mim mesma
Sou eu mesma com o meu sonhar
Com a minha menina dos sonhos
Sinfonias dentro de mim
Quando meu sonho não é castigo
Quando é de se realizar
Músicas dentro de mim
E serei-a...
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
trancada
as nuvens me emudeceram
e me trancaram em meus sonhos
de tanto olhar, se envaideceram
e se misturaram no ar só para eu poder sonhar
e imaginar
só pra me bagunçar
e rir sozinha
me tranquei
eu parada no carro, que não parava
...
...
...
não parava de sonhar
domingo, 21 de novembro de 2010
chuva
a chuva me molhou
e me confundiu as ideias
me misturaram
os sentidos
me restou o molhado
me restou eu sentida
inteira
refletida
os caminhos se cruzam
nao param de cruzar
as avenidas
estao cobertas supercialmente da agua
vividas
de jamais se empoeirar
os carros e destinos
diferentes e indiferentes
vao indo...
vou indo...
e a chuva passou
que bom que passou.
domingo, 31 de outubro de 2010
detalhes
ultrapassa o saber
nem percebo
e já estou em você
perdida a ecos
acostumada a estender
toda essa minha paixão por você
é esse sorriso
que me torna incoerente
ao ver olhos fechados
e a menina sente, sente
como ninguém jamais sentiu
o sol está nela
ela já não sente frio
está feliz demais para isso
me aparece
me parte a solidão
com a surpresa que sinto
se explodir em mil faces
detalhe que me prende
sentimento que me arde
domingo, 10 de outubro de 2010
sonhando o descobrimento
estou andando
estou seguindo
o meu instinto
me seguindo dentro de mim
em meu desespero
de eterna demora
desespero que agora
me entorpece a nao correr
as portas nao vejo
o caminho é sem fim
e me perco
entre paredes apertadas
entreesmagada
entre as palavras
e sentimentos
e o meu nada
e movimento
todo meu instinto
e nao me distinguo
do que escrevo e vejo
do que falo e penso
viajo em meus pensamentos
e moro em minhas palavras
paradas
em m o v i m e n t o
misturadas
contornadas
transformadas
em moinhos de vento
ilusionada
a realidades
vivendo as fábulas
de uma cabeça
de sonhador em descobrimento
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
NÃO
Quando a lágrima não cai
E a alma fica exposta
Sinto um inquetante poder
Grita em mim a não resposta
A frustrante não lágrima
O não exposto
Me contrapõe
Me inquieta
O não exprimir em minha face, o meu rosto
E a alma fica exposta
Sinto um inquetante poder
Grita em mim a não resposta
A frustrante não lágrima
O não exposto
Me contrapõe
Me inquieta
O não exprimir em minha face, o meu rosto
sábado, 18 de setembro de 2010
dia figurado
hoje o dia me vestiu de cinza
e eu sai sem perceber
as cores e os sons
jogados na minha frente
andei meio assim
sem o querer
agora já não sei
acho que eu que me vestí do dia
acho que ele nem pensou em mim
fui eu que me liguei
o vento frio combina com a minha aurea
o azul marinho me encapa
o vento agora combina
com todo o cenário
feito por mim e pelo dia
cinza de frio
azul de cor
frio de querer
calado de saber
e a música nem parou
pra olhar e se entreter
e eu sai sem perceber
as cores e os sons
jogados na minha frente
andei meio assim
sem o querer
agora já não sei
acho que eu que me vestí do dia
acho que ele nem pensou em mim
fui eu que me liguei
o vento frio combina com a minha aurea
o azul marinho me encapa
o vento agora combina
com todo o cenário
feito por mim e pelo dia
cinza de frio
azul de cor
frio de querer
calado de saber
e a música nem parou
pra olhar e se entreter
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