segunda-feira, 30 de maio de 2011
acompanhada do vento
acreditando na beleza do vento
o meu vento começou a sorrir
os sentimentos da alma
e nasceu em mim
uma flor bonita
do campo do medo
distinta das outras
porque tinha segredos
na mistura das cores
que a sua pétala trazia
a ingratidão
que me causava arrepios
eu esquecí
quando o frio do vento
limpou minha pele
renovando a experiência
me arrepiando o gosto
me corando de expressão
com minha ventania acesa
e perfume de flor
peculiar levesa
que o vento bordou
sábado, 14 de maio de 2011
No som do vôo
odeio quando subo alto
como um pássaro bonito
e alcanço o melhor lugar
que os meus olhos querem estar
e depois caio
eu caio sem explicação
eu caio sem o menor motivo
e o desnível me choca
e não consigo mais parar de cair
machucando a minha pele
já ferida no rosto
nao quero o espelho
e fico detestando meus vôos
me inclinando a protestos
procurando a felicidade
detonada na regra do jogo
segunda-feira, 25 de abril de 2011
dançando com o olhar
queria poder descobrir o mistério
que segue no dia
que compete o agir
que repara os excessos
e alinha os elos
confusa,
no engolir ou cuspir
me atirar ou fugir
já na minha boca e derramada na minha pele
a felicidade toca sem determinar
o momento do choro e o do riso
se confunde dentro de mim
em egoismo e paixão
e me arrepia a pele
faz a minha alma voar
acreditando em pensamentos leves
agora eu só quero sonhar...
sincronizando as metades
estabilizando os desejos
meu coração batendo forte
me agitando por inteira
me deixando entorpecida
olhando dentro do olho
enxergando a dança
que a alma compôs
dentro do olho, enxergando a dança
que o coração inventou
domingo, 17 de abril de 2011
flechas no ar
O tempo parado
esperando a resposta
imensidão no espaço
e o tempo parado me flecha
me repetindo os abalos
quarta-feira, 6 de abril de 2011
ensaio mesclado
Tentei dançar
E logo parei
Minha música se confundiu com a da rua
Me esquecí do passo da vez ...
Busquei fechar meus olhos
Busquei me encantar
A rodopios
E em acessos
Emanar arrepios
Consegui registros finos
E logo parei
Minha mente em desconcerto
Desvariou a dança
Com o som da rua
Meu ensaio soou
Aos olhos de fora
Travado a escapes
Minha solidão cantou baixinho
E a rua ardeu
Ardendo o show
Dançando comigo
Ensaiando a realidade
Do meu interno som
domingo, 3 de abril de 2011
chegando perto do Sol
a mão que me tocou
me levou tão distante
que cheguei a voar
não sei se no céu estava comigo
ou se ficou na base, a me acompanhar
tempestades surgiram no caminho
pássaros tentaram me atacar
e os dedos entrelaçados nos dedos
me ajudaram a pousar....
agora no chão
diante do Sol
nao tive onde encostar
as minhas reflexões perante a vida
a minha vida estava lá
a minha mente borbulhando
em principiante tempestade de juízo
me mostra diante do espelho
o que antes estava escondido
domingo, 20 de março de 2011
sinais de voar
sinos em mim
sinais apagados
sobraram os estragos de tudo que passou
a fênix se mistura
em minha pele, costela
me recorda que lamúria
é pedra que me impede a voar
os sinos não param de soar
enquanto não acaba a música
me engana por hora
depois retorna
sinais a me enfeitiçar ...
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