terça-feira, 15 de novembro de 2011

virando os olhos




nem todas as luzes brilham para nós
nem todo azul é bem vindo
e nem todo vermelho é partida

como universalizar a cor, se cada olho enxerga um tom?
se cada olho tem um dom...
e maneira de se falar?

tem dias que os sentimentos te esmagam
tudo vira precipício
nada vira...

...virararia

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

do amargo ao vivo



significados
beiram o ditado
que cerceia o sonhar

com desejo preso na garganta
e o intolerante sabor do reprimido
o mundo escondido
passa a dessaraigar
o que em essência era bonito



e foi ingenualizado o sonhar
para manter o sentimento vivo
cospindo amargo da boca
cospindo
despindo
despindo...

domingo, 25 de setembro de 2011

desembrulhado coração




acalma coração
não te assustes com as bençãos
não desembrulhes desilusão...

acalma coração
vive a vida lenta
serenamente enfeitada
em amor, em ilusão...

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

in the half dream


tô confusa
não sinto a esperança nas minhas mãos
...
olhando pra cima distante
mascarado conflitoilusão

sábado, 20 de agosto de 2011

onde se esconde, rosa ingratidão? escondida (a)cena


esmagaram a rosa
junto com o meu coração
na minha manhã de chuva
derramei minha ilusão

parada no gelo
principiada no ataque
frenesiada ao recalque
me emudeci inteira
...
a rosa esvaiu-se toda
mudou de nome
quis rasgar a roupa
se esquecer da cor


Já sem reação à arte:
menti pro meu rosto,
menti em meu poema,

repeti a cena.

domingo, 31 de julho de 2011

no relevo do sonho




está tudo tão bonito aqui
que não consigo acreditar
nas flores que encontrei
e nas borboletas que vivi

parece tudo tão raro
temo fechar os olhos
e me perder desse lugar

estou propondo ao sonho
um sossego
palavrapresanaboca


quero te acompanhar...

sexta-feira, 15 de julho de 2011

niilismo paradoxal




Fiquei olhando para cima
Julgando conseguir ou não conseguir
Alcançar
O sonho de lá de cima

Me confundi comigo mesma
Entre pensamentos otimistas
Entre devaneios de fracasso
Estava tão ligada ao alto
Que de lá não saia
Não tirava o olho

Todo vento que sentia
Combinava perfeitamente com a cor do céu
A montanha que eu via
Era a minha distância da montanha
Era a minha eternidade cruel