segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

prova(do) amor




tão simples assim
é te beijar, calma
deixar falar o coração
deixar o olhar invadir
e a mão proteger

no paraíso, é onde estou?
sonho meu, sorriso que decora a vista
me faz borbulhar e efervecer
faz do segundo a eternidade

verdade que estou aqui contigo?
pareceu tão sincero esse abraço
tá tudo tão real do meu lado
quero conversar mais...

me encaixo em seu peito
e me abraça
está tudo tão mágico aqui
que é engraçado tentar entender...

único pra mim, único em mim
amo você!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

dormindomar



a flor chorando me conta
vazia
que queria estar sozinha
no fundo do mar
onde não dá para a alcançar

eu, sentada, a ouvindo
tentei falar do céu, do sol, do vento que traz o ar

ela embaixo, encolhendo
de tanto chuvisco, de rosa
dormiu cansada, a desalento

terça-feira, 15 de novembro de 2011

virando os olhos




nem todas as luzes brilham para nós
nem todo azul é bem vindo
e nem todo vermelho é partida

como universalizar a cor, se cada olho enxerga um tom?
se cada olho tem um dom...
e maneira de se falar?

tem dias que os sentimentos te esmagam
tudo vira precipício
nada vira...

...virararia

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

do amargo ao vivo



significados
beiram o ditado
que cerceia o sonhar

com desejo preso na garganta
e o intolerante sabor do reprimido
o mundo escondido
passa a dessaraigar
o que em essência era bonito



e foi ingenualizado o sonhar
para manter o sentimento vivo
cospindo amargo da boca
cospindo
despindo
despindo...

domingo, 25 de setembro de 2011

desembrulhado coração




acalma coração
não te assustes com as bençãos
não desembrulhes desilusão...

acalma coração
vive a vida lenta
serenamente enfeitada
em amor, em ilusão...

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

in the half dream


tô confusa
não sinto a esperança nas minhas mãos
...
olhando pra cima distante
mascarado conflitoilusão

sábado, 20 de agosto de 2011

onde se esconde, rosa ingratidão? escondida (a)cena


esmagaram a rosa
junto com o meu coração
na minha manhã de chuva
derramei minha ilusão

parada no gelo
principiada no ataque
frenesiada ao recalque
me emudeci inteira
...
a rosa esvaiu-se toda
mudou de nome
quis rasgar a roupa
se esquecer da cor


Já sem reação à arte:
menti pro meu rosto,
menti em meu poema,

repeti a cena.