domingo, 7 de abril de 2013

dentro de mim


tentando voar e nas pausas olhando para os lados
para espiar o passado

direcionado desejo

em minha mania de fotografar, não me engano
é doce relembrar os sonhos
mesmo os embrulhados,

guardei

em meu caminho
os pontinhos desajustados
para me alinhar.
dentro do rastreado,
vão sendo marcados os passos
para sempre que for preciso
me encontrar, me desembrulhar, me debruçar em
mim

dançando e me situando,
 me vendo nos meus cantos
que em manifesto me registrei
sonhando o dia de rei

virá, virei...eu sei.



domingo, 2 de dezembro de 2012

(depois de algumas horas a olhando, tirei a rosa do vaso e coloquei em meu cabelo)


inventando histórias
invertendo as cores

se couber mais um nome, ditado
este lado de cor eu já conheço
metade do que mereço
ignoro com esmero
outra metade
escondo em minha caixa


imperfeições...

coleção subjetiva da minha realidade.
com lente de aumento,
adjetivando meus detalhes,
detalhei o meu mudar.






brincando com meus afetos
me decidi em anúncio:

tô no andar de cima, cansei do térreo.

sábado, 13 de outubro de 2012

dentro do que mais enxergo



Não é possível acertar o caminho com um sim ou um não
É preciso apostar na correnteza do rio
E analisar as árvores ao redor
É preciso ter muita calma, quando falamos coisas do coração
Não se trata mais de fechar os olhos
É necessário, na montante dos meus olhos, alinhar o verbo paixão.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

trocando o azulejo

dá medo
de andar por onde não se conhece
a estranheza da cor
descompassa o ritmo





ou não...
ou apenas, descompassaria...

mas mesmo assim,
é estranho
voltar por onde veio
e virar para o lado oposto, assim, para se procurar
ou se propor...
pode dar errado
e ter que voltar de novo
pode estar gelado
pode estar escuro
você pode se perder
você pode se entreter com a natureza
você pode não conseguir voltar

e o que se faz?


com o medo dos tais...lugares que não conheço?

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

fechando, fechada

não quero ouvir o que me disses!
não quero falar.
não quero olhar.

fechando os olhos, para não sentir,
seguindo em frente de olhos fechados.
porque de olhos abertos o peito fica molhado.

melhor não olhar.
melhor não parar de andar.


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

(me)do que cega

chegando perto
o olho cega
de medo,
espera,
nega.

melhor nada
melhor quisera.


quinta-feira, 19 de julho de 2012

arfes



Iniciada solidão
coração em bambeio
no desajuste do medo
o mar sereno se desfez

erupção de ideias

sua incoerência me fez

Metade fera
Metade triste
Apagou a luz...