segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Que bom que não acabou



Que engraçado
Quando pensei que já não haveria de novo..

Surpresa
Aparece a mais linda borboleta

E percebi que fechar os olhos ou virar o rosto não permite esquecer
...do seu passeio por aqui



mas que sorte!
E se eu não tivesse conhecido essa borboleta?

E repensa. Mesmo suspirante... na magia das expectativas, na energia da esperança e dos sonhos. Dentro de todas as possibilidades. Do provável e do improvável. Da felicidade e da tristeza.





terça-feira, 6 de janeiro de 2015

de gota em gota, o meu chuvisco


chove aqui dentro
cores diferentes em mim
o piscar ficou sereno
e o pisar ficou macio

ta chovendo tanto aqui dentro que eu já me transbordei,
não consegui guardar segredo

foi bem na hora que o vento passou com o medo.
deram tchau para mim...
e agora eu fiquei aqui, sozinha, com o maior Sol

Sorrindo pro vento.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

"bandeira estendida"

Miopia - Zélia Duncan

Quanto tempo durou o seu último romance? Não digo do relacionamento sério mais recente e sim daquela paixão, a última, quanto durou? Fico em dúvida se é só comigo que as coisas acontecem com tanta pressa. Passam me atropelando e me deixam desconcertada, olhando para os lados, tímida. Tomara que não. Não desejo de forma alguma o mesmo azar a vocês, mas me aquietaria a alma saber se isto é comum, com resposta positiva, é claro.



poderia escrever um livro
com meus pequenos casos
platônicos
que me deixaram assim
atônica

em instantes.


surpreendentemente
me construí em cada vez que me vi incompleta
porque nos instantes que me vi repleta
me conheci ainda mais
sob outra conjugação
me tornando mais específica

como se eu precisasse
conhecer tais figuras
ideais
sentir saudade
e então, me situar
de forma precisa.



quarta-feira, 2 de julho de 2014

o anjo triste e o anjo branco


nem tudo o vento leva
nem tudo é fácil de se levar
tratando-se de mim, tudo é difícil
em suave estilo de complexidade

nos emaranhados das histórias
se torna impossível explicar um fato a luz concreta
a subjetividade delineia tanto
que permeia o seu significado

queria bem é que levasse embora o que me atrasa
os medos que me engasgam a alma
as aflições que me fazem suspirar

mas não vai nada.
parei de esperar.
(passei a maquinar)

e acordei diferente hoje
como se anjos tivessem me acalmado de madrugada
me contando um segredo revelador
pena que não pude recordar pela manhã

acordei com fé
mesmo com tristeza nos olhos

quem sabe...
uma ventania própria não me faça desengasgar?

não sei não, mas acho que vai rolar.

domingo, 7 de abril de 2013

dentro de mim


tentando voar e nas pausas olhando para os lados
para espiar o passado

direcionado desejo

em minha mania de fotografar, não me engano
é doce relembrar os sonhos
mesmo os embrulhados,

guardei

em meu caminho
os pontinhos desajustados
para me alinhar.
dentro do rastreado,
vão sendo marcados os passos
para sempre que for preciso
me encontrar, me desembrulhar, me debruçar em
mim

dançando e me situando,
 me vendo nos meus cantos
que em manifesto me registrei
sonhando o dia de rei

virá, virei...eu sei.



domingo, 2 de dezembro de 2012

(depois de algumas horas a olhando, tirei a rosa do vaso e coloquei em meu cabelo)


inventando histórias
invertendo as cores

se couber mais um nome, ditado
este lado de cor eu já conheço
metade do que mereço
ignoro com esmero
outra metade
escondo em minha caixa


imperfeições...

coleção subjetiva da minha realidade.
com lente de aumento,
adjetivando meus detalhes,
detalhei o meu mudar.






brincando com meus afetos
me decidi em anúncio:

tô no andar de cima, cansei do térreo.

sábado, 13 de outubro de 2012

dentro do que mais enxergo



Não é possível acertar o caminho com um sim ou um não
É preciso apostar na correnteza do rio
E analisar as árvores ao redor
É preciso ter muita calma, quando falamos coisas do coração
Não se trata mais de fechar os olhos
É necessário, na montante dos meus olhos, alinhar o verbo paixão.