queria que fosse mais fácil
entender o não
coração trancado
vou fechar as portas da minha casa
e aproveitar esse tempo para me reencontrar
me reinventar.
realizando os escritos
tímidos e miúdos
até se tornar grande e presente
olhando na cara do não
sem se entristecer,
contente.
segunda-feira, 27 de março de 2017
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
dia normal
tentando descansar
enquanto que os olhos não se fecham
insistente mania
de parar para pensar
sem saber parar
nas novidades que me envolveram
nas atividades que me assustam
no ensaio de ser eu
o dia novo está aí
e eu pensando em trocar as xícaras da manhã
e eu com vontade de arriscar o novo
e eu sonhando de novo.
segunda-feira, 12 de outubro de 2015
do que eu não sabia
Tava olhando ali
Aquela janela
E sabe que ela é bem bonitinha?
Gostei do lugar, do material, da vista
Me encaixei.
O mais interessante era o que havia do outro lado
Fiquei por horas intrigrada
Metade da janela me expandia (em pensamentos)
Enquanto que a outra metade me escondia
E ali eu ficava, por horas...
Protegida
Bom, mas não era só a janela que me agradou
Tinha uma porta logo ali
A direita
Mas dentro de mim era tão esquerda... que não me imaginava passar por ela
(Daquele lado que não se conhece
É onde a gente acaba se desconhecendo
É o lado onde se encanta e também onde se encara o medo)
Pois é, fiquei parada, namorando a porta... que nem me via!
Já não sabia
Se havia entrado e estava de saída
Ou se ainda estava desenhando o meu entrar
descabida...
quinta-feira, 2 de julho de 2015
meu velho óculos de ilusão
É engraçado porque eu não uso óculos
Mas ele sempre esteve aqui comigo
Logo eu, que sempre quis ter amigo imaginário
Que sonhadora seria sem ele?
Acreditando que estavam enganados sobre mim, me frustrava
Em cada tentativa e recomeço
Mal havia notado há quanto tempo me acompanhava
Me imaginava
Tantas vezes distorcia
E só não quebrava esse óculos de raiva
Porque não me apercebia
Quantas mentiras vesti
Quantas verdades maquiei
Já faz muito tempo mesmo
E agora, no momento de tirar o óculos, fico sentindo o peso dele em meu rosto
Parei, com medo de parar
Será que me envaideci?
Ou só estou com medo de me descobrir?
Mas ele sempre esteve aqui comigo
Logo eu, que sempre quis ter amigo imaginário
Que sonhadora seria sem ele?
Acreditando que estavam enganados sobre mim, me frustrava
Em cada tentativa e recomeço
Mal havia notado há quanto tempo me acompanhava
Me imaginava
Tantas vezes distorcia
E só não quebrava esse óculos de raiva
Porque não me apercebia
Quantas mentiras vesti
Quantas verdades maquiei
Já faz muito tempo mesmo
E agora, no momento de tirar o óculos, fico sentindo o peso dele em meu rosto
Parei, com medo de parar
quinta-feira, 25 de junho de 2015
muda de rosa
fico olhando nos seus olhos
e te admiro tanto
penso se talvez não seja esse o motivo de tanta demora
é correnteza que não para
fonte que não se esgota
não digo pela beleza, que não é pouca
sim pelo conteúdo que me fixa
no seu singular
e assim, parada
acabei sabendo tanto de você
nossa história eu já sei de cor
já me acostumei a rememorar e também me esqueci
(...)
me interrompi.
e te admiro tanto
penso se talvez não seja esse o motivo de tanta demora
é correnteza que não para
fonte que não se esgota
não digo pela beleza, que não é pouca
sim pelo conteúdo que me fixa
no seu singular
e assim, parada
acabei sabendo tanto de você
nossa história eu já sei de cor
já me acostumei a rememorar e também me esqueci
(...)
me interrompi.
domingo, 17 de maio de 2015
do caminho
que engraçado
basta um pensamento, que muda-se o estado
aquele dia me sentia triunfante
mesmo sem ter tido um dia de rei
acho mesmo que era só a coerência, me deixava à toa
toda, toda
planos e ações
nos meus passos de tartaruga
em meus pulos de anões
domingo, 29 de março de 2015
pe(n)sado
antes de virar a página
gostaria de me dilacerar nela
pra não ser obrigada a retornar
a essência do que não compreendemos
é o que costuma nos maltratar
junto com o que desejamos e admiramos, em segredo
delicadezas que nos determinam
norteando nosso estado por algum tempo
quisera um dia ter completo domínio
e deixar os tijolos da minha estrada, amarelos
cessar com o preto e o branco
em autonomia
não sei não, tô virando a página
mas essa é uma daquelas que eu deixei marcada
de tanto me debruçar
gostaria de me dilacerar nela
pra não ser obrigada a retornar
a essência do que não compreendemos
é o que costuma nos maltratar
junto com o que desejamos e admiramos, em segredo
delicadezas que nos determinam
norteando nosso estado por algum tempo
quisera um dia ter completo domínio
e deixar os tijolos da minha estrada, amarelos
cessar com o preto e o branco
em autonomia
não sei não, tô virando a página
mas essa é uma daquelas que eu deixei marcada
de tanto me debruçar
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