domingo, 28 de janeiro de 2018

amado medo

tenho medo

tenho tanto medo que meus olhos fecham e o meu coração fica apertadinho não sei o que é bom ou ruim para mim porque de repente... eu sofro demais (Escondida dentro de mim, percebo a fragilidade do ato. Me incomodo com a repetição da cena. Fico intrigada com a solução proposta. Saio da inércia)

é chegada a hora de um novo desafio vou abrir os olhos, encarar o mar

e te amar.

Ainda desajeitada e morrendo de medo. Arrisca-se, passarinho que está aprendendo a voar.

segunda-feira, 27 de março de 2017

(eu) presente

queria que fosse mais fácil
entender o não

coração trancado



vou fechar as portas da minha casa
e aproveitar esse tempo para me reencontrar
me reinventar.

realizando os escritos
tímidos e miúdos
até se tornar grande e presente
olhando na cara do não
sem se entristecer,
contente.


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

dia normal

tentando descansar
enquanto que os olhos não se fecham
insistente mania
de parar para pensar
sem saber parar
nas novidades que me envolveram
nas atividades que me assustam
no ensaio de ser eu

o dia novo está aí
e eu pensando em trocar as xícaras da manhã
e eu com vontade de arriscar o novo
e eu sonhando de novo.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

do que eu não sabia


Tava olhando ali
Aquela janela
E sabe que ela é bem bonitinha?
Gostei do lugar, do material, da vista
Me encaixei.

O mais interessante era o que havia do outro lado
Fiquei por horas intrigrada
Metade da janela me expandia (em pensamentos)
Enquanto que a outra metade me escondia
E ali eu ficava, por horas...
Protegida

Bom, mas não era só a janela que me agradou
Tinha uma porta logo ali
A direita
Mas dentro de mim era tão esquerda... que não me imaginava passar por ela

(Daquele lado que não se conhece
É onde a gente acaba se desconhecendo
É o lado onde se encanta e também onde se encara o medo)

Pois é, fiquei parada, namorando a porta... que nem me via!
Já não sabia
Se havia entrado e estava de saída
Ou se ainda estava desenhando o meu entrar

descabida...

quinta-feira, 2 de julho de 2015

meu velho óculos de ilusão

É engraçado porque eu não uso óculos
Mas ele sempre esteve aqui comigo

Logo eu, que sempre quis ter amigo imaginário
Que sonhadora seria sem ele?
Acreditando que estavam enganados sobre mim, me frustrava
Em cada tentativa e recomeço
Mal havia notado há quanto tempo me acompanhava

Me imaginava
Tantas vezes distorcia
E só não quebrava esse óculos de raiva
Porque não me apercebia

Quantas mentiras vesti
Quantas verdades maquiei

Já faz muito tempo mesmo
E agora, no momento de tirar o óculos,  fico sentindo o peso dele em meu rosto

Parei, com medo de parar

Será que me envaideci? 
Ou só estou com medo de me descobrir? 

quinta-feira, 25 de junho de 2015

muda de rosa

fico olhando nos seus olhos
e te admiro tanto
penso se talvez não seja esse o motivo de tanta demora
é correnteza que não para
fonte que não se esgota

não digo pela beleza, que não é pouca
sim pelo conteúdo que me fixa
no seu singular

e assim, parada
acabei sabendo tanto de você
nossa história eu já sei de cor
já me acostumei a rememorar e também me esqueci

(...)
me interrompi.




domingo, 17 de maio de 2015

do caminho


que engraçado
basta um pensamento, que muda-se o estado
aquele dia me sentia triunfante
mesmo sem ter tido um dia de rei

acho mesmo que era só a coerência, me deixava à toa
toda, toda
planos e ações
nos meus passos de tartaruga
em meus pulos de anões